19.5.06



Uma porta. O olho olha o que vê. Quero gostar de mim. Quero alguém que goste de mim. Língua. Português, Inglês, vermelha, molhada e fria em mim... essas figuras brancas de fumaça dançam em minha frente. Crash, boom, bang! Guerra! É meu labirinto corroendo... Roupas de pintura abstrata como esse labirinto que eu sou. Não chove. Tic Tac, tempo chato! Quadrados na parede! Azulejos ou amarelejos? É a sociedade quadrada! Esse braço, esse abraço que não me quer. De pé, o pé, ah o pé! Sai de mim como sangue-suor que escorre e cai. Me abraça, me beija, me aceita assim como eu sou! Os telhados, sesação de caixa. Caixão=morte. Isso, saindo, assim, por onde, pra onde, de onde? Como? Eu sou orgulho. Eu sou parado! Eu sou parada de orgulho! Orgulho? Verde, amarelo, azul, vermelho, arco-iris. Borboletas voam aqui perto de mim. Sai! A porta ficou pra trás e como sempre muito escura e fechada. E ventilador ligado, musica pára, cobre-se, escuro com pano na cara, poucos minutos e xau... fui...